Eu estava tomando café no meu trabalho e uma amiga estava comendo um salgado, dos melhores que existe, gorduroso, perigoso, sem procedência e, de certa forma, antissocial, quando presenciou um encontro inusitado de seus dentes com um belo pedaço de osso frágil, leve, conciso e totalmente não identificável. Sabe-se lá de que tipo de bicho pertenceu aquele resto mortal no meio daquela carne, mas isso me fez pensar um pouco. Mesmo sendo um pensamento meio "podre" você considerar que aquele salgado gorduroso é um cadáver, o que me preocupa realmente é a qualidade do alimento. Já pensou quantas coisas a gente come por aí e não temos nem ideia de onde veio, como é feito e o nível de higiene do processo.
Comprar um espetinho, comer em um restaurante ou um salgado em uma lanchonete se transforma em um ato de total confiança. Nos entregamos e abrimos a guarda para desconhecidos que poderiam nos empurrar qualquer coisa goela abaixo, literalmente. Lógico que existe a contrapartida, principalmente porque somos os médicos que tratamos todos, engenheiros que construímos suas casas, atendentes de farmácias, professores que montam o conhecimento, repórteres que mantém todos informados.
Pode ser engraçado, mas aquele pedaço de osso me fez lembrar que a base de toda interação social é a honestidade, responsabilidade e respeito.

Nenhum comentário:
Postar um comentário