25 de jul. de 2009

Sobre a Corrida do Ouro ou The Ecstasy of Gold [para os íntimos]


Até que ponto vale essa de ir até onde ninguém já foi antes? Logicamente os desbravadores de plantão afirmam que não poderia ser outro destino que esse para eles, mas pensar nas consequências pode não significar ser medroso ou antiquado.

Todo mundo já fez sua loucura de fim de semana ou se arriscou em algum assunto ou negócio sem conhecer todas as regras. Alguns ainda fazem disso um meio de vida, arriscando seu pescoço diariamente contando com o acaso para se safar das enrascadas mais perigosas. Posso até afirmar que muitas das melhores coisas da nossa vida acontecem nesses rompantes de desafio à segurança e somente são possíveis através do risco inato e intencional que corremos de maneira irresponsável. Mas nem sempre isso é bacana, há casos, e muitos casos, que a aventura coloca em risco nossa saúde, nossas companhias ou o nosso futuro.

Aquela viagem merecida, aquele presente desejado, o passeio dos sonhos, a vontade de sumir... é nessas que depois de uma grande satisfação inicial nos vemos longe do caminho, sem abrigo, com pneumonia e por sorte sem a gripe do porco [sem ofença aos torcedores do palmeiras].

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